O deputado federal Miguel Martini (PHS-MG) protocolou no último dia 20 representação na Procuradoria Geral da República em que pede abertura de ação pública para suspender a compra de 15 milhões de sachês de lubrificantes íntimos, no valor de R$ 1,160 milhões. O resultado do pregão foi publicado no Diário Oficial do dia 30 de dezembro passado e a vencedora foi a empresa Carbogel Indústria e Comércio Ltda.
Segundo o ministério, a compra faz parte do programa de prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)/Aids e é distribuído para o público mais vulnerável a contraí-las como homossexuais, travestis e profissionais do sexo. O gel ajuda a evitar o rompimento do preservativo e a transmissão de doenças. O produto é comprado pelo Ministério da Saúde desde 2002 como parte do programa de prevenção de DSTs.
Integrante do Movimento Carismático da Igreja católica, Martini sustenta que a distribuição do gel não é prioritária e que o ministério deveria dar prioridade à distribuição do gel condutor usado principalmente em ultrassonografias de gestantes. “Está faltando gel de ultrassom nos postos de saúde e o ministério joga dinheiro fora para dar conforto nas relações homossexuais. Isso é o cúmulo”, disse.
Depois de analisar a representação, a procuradoria vai decidir se abre ou não a ação pública para suspender a compra dos sachês de gel.






